ADEQUAÇÃO ALIMENTAR AOS REENCARNACIONISTAS

Enviado por A. Cavalcanti Nenhum Comentário 19/06/2009

ADEQUAÇÃO ALIMENTAR AOS REENCARNACIONISTAS

É de bom alvitre que todos os participantes de uma sessão mediúnica abstenha da ingestão de carnes de qualquer espécie. O ato de ingerir víceras do irmão inferior, após seu processamento pelo estômago, libera para fazer parte de sua aura éter pegajoso, deletério e nocivo á sua participação mediúnica como o impede de atuar a contento em suas meditações na tentativa do intercâmbio mediúnico.

A liberdade individual deve ser objeto de respeito por parte de oradores e dirigentes espíritas. Deus estabeleceu que cada um de seus filhos agraciados com o livre arbítrio, possa fazer a escolha diante das sendas que surgem em sua vida e quando fizer a escolha correta, possa sentir o sabor da vitória.

Quando o médium, trabalhador ou freqüentador de sessão mediúnica se apresenta como glutão carnívoro seus resíduos metabólicos repercutem etericamente em suas auras, tornando-as densas e pesadas, próprias para a sintonia inferior do baixo astral, morada de espírito sofredores sedentos desse tipo de alimentação fluídica.

Nesses casos, entendemos ser de bom senso que os médiuns exauridos e sonolentos de tantas iguarias de baixas vibrações, evitem trabalhar no estado lastimável em que se apresentam, pois somente darão trabalhos aos benfeitores do lado oculto, que terão de isolá-los das atividades de caridade, programadas para o dia.

As dificuldades naturais que resultam no exercício mediúnico pela ingestão da carne, em singela comparação, é como a atividade mediúnica fosse á montanha a ser escalada, e o médium carnívoro decidisse fazê-lo com uma bola de ferro atada aos pés e um fardo de pedras suspenso ás costas.

É oportuno esclarecer que os fluídos pesados, saturados de miasmas e bacilos psíquicos, que abundam no processo digestivo e de metabolização orgânica das carnes bovinas, de porco entre outras, criam um ambiente psicoastral opressivo para os bons espíritos, devido sua freqüência mais elevada.

O ideal é que haja, por parte dos orientadores terrenos, uma conscientização fraterna e racional, conduzindo os adeptos do espiritismo a um esforço íntimo, sem imposições que desrespeitem seu livre arbítrio, na tentativa de induzi-lo a repensar no prato de cada dia, quando terá a oportunidade de se abster de saciar sua fome com os tecidos musculosos e órgãos dos irmãos menores.

Devemos pautar nossas condutas dentro dos mais elevados alicerces de fraternidade e tolerância tão bem enunciados no exemplo de Jesus. Este nunca desrespeitou as consciências, embora tenha contrariado muitos interesses, com suas orientações libertadoras. Fazendo uso do bom senso, e da razão, mesmo contrariando a preferência pela alimentação mórbida pela ingestão de víceras dos animais, é notório e discrepante, de valores antagônicos, as ações entre empanturrar o estômago de grosseira alimentação carnívora, fruto do sacrifício alheio, ato contrário á lei de justiça amor e caridade, e a ação benfeitora da pretendida ação de ajuda ao próximo encarnado e dos necessitados do além na sessão mediúnica.

O ato da caridade é algo sublime e requer sabedoria para realizá-lo a contento, é importante seguir a máxima evangélica que orienta: ”que sua mão esquerda não saiba o bem que a direita fez” deve ser observada. Não se pode servir a Deus e a Mamom, não devemos servir dois Senhores. A pratica de atos que usam energias que ao serem consumidas exalam teores que contaminam a contextura perispiritual, e desmentem outros mais puros quando na ânsia da salvação pela caridade temos lapsos de sentimentos altruístas.

É necessário que procuremos ser coerentes tanto no ato de fazer ou no ato de pedir.

A lei que orienta para não matar, não está limitada a proibição do ceifar de vidas entre seres humanos, ela é extensiva aos animais.

Seguindo o princípio espírita, que orienta sempre o uso da razão e do bom senso, devemos entender e tolerar com bastante tristeza esse momento em que ainda existe a necessidade que um habitante de uma zona de mata, de seca ou gelada, cujos habitantes, estão forçosamente obrigados se manterem alimentados pela ingestão de víceras dos animais esquartejados.

Porém aqueles vivem nos grandes centros urbanos ou imediações, abastecidos pelo mercado das hortaliças e frutíferos, devem se exercitar no sentido do abandono da alimentação cadavérica, aproveitando assim a oportunidade ofertada para avançarem mais apressadamente na escala imponderável que o levará á Deus.

No currículo do homem apto a se tornar um anjo, deverá conter o certificado que atesta sua bondade incondicional. Como essa qualidade é algo composto de diversas formas e graus de impossível compreensão para a humanidade atual, é de grande valia, a eliminação do ato pecaminoso, da alimentação carnívora, que a tornará mais sutil e sensível ás demais necessidades do abandono das ações e gostos que a atrasam na senda da salvação.

Os tempos são chegados. Não devemos olvidar da profecia de Jesus, que nos alerta sobre o julgamento entre os vivos e os mortos, quando dois terços serão exilados da Terra. A hora e o dia, somente Deus é quem sabe, a nós compete orar e vigiar sempre. Vigiar nossos atos e prazeres obtidos em detrimento ao próximo, mesmo se tratando dos animais, nossos irmão inferiores, que assim como nós estão na Terra exercitando para galgarem formas e raciocínios mais avançados.

Para uma vivência terrena prazerosa, produtiva e feliz, não precisamos sacrificar os animais. Sejamos precavidos na escolha da vestimenta, dos adornos corporais e hábitos alimentares, rejeitando a oferta dos produtos, oriundos dos sacrifícios dos animais. Não poderá haver felicidade neste planeta, enquanto a infelicidade for á oferta dos humanos aos indefesos parceiros terrenos pertencente ao reino animal.

Enquanto o sangue dos inocentes irmãos inferiores, jorrarem pela terra, nas matanças diárias pelos matadouros, pelas mãos impiedosas dos homens, não tiverem um basta, as guerras fratricidas, serão mantidas nos quadrantes desse planeta, cujo incentivo e manutenção dos combates haverão de contar com o apoio das entidades astralinas trevosas, que mantém as esperanças em conquistarem o poder do mundo.

Enquanto inocentes, inofensivos e fieis servidores dos homens tiverem suas vidas ceifadas prematuramente, não haverá a paz desejada na Terra. As enfermidades continuarão a proliferar, os desajustes entre povos terão seqüência e os homens permanecerão carentes de lições severas, diante dos seus fracassos, estigmatizando  profundamente seus corpos espirituais, assinalando-os como os futuros componentes do grupo da esquerda do Cristo que será deslocado para o mundo do choro e ranger dos dentes.

Os espíritos amigos e defensores deste planeta, cientes das deficiências morais da humanidade terrena, inspiram a todos os instantes viventes terrenos notadamente avessos á alimentação carnívora para a divulgação da necessidade premente do abandono do hábito alimentar composto de carnes. Os Espíritos responsáveis pelo progresso da Terra, já programam o envio de entidades espirituais que reencarnarão com o intuito de promoverem novos e avançados conceitos que trarão grande reformulação ao hábito alimentar da humanidade terrena que deverá fazer jus ao novo tipo de vida neste planeta, principalmente após a grande transformação prevista para o fim dos tempos.

Os herdeiros da nova terra deverão estar isento do vício, da alimentação carnívora, visto que no novo ambiente terreno, deverá a prevalecer a lei do amor, do respeito ao próximo, sendo este humano, animal, vegetal ou á natureza como um todo. Será a grande passagem deste planeta do estado atual de mundo de provas e expiações para um mundo de regeneração, onde a humanidade atualmente servidora do mundo de Mamom, será substituída pelos servidores de Deus, quando o homem procurará passar de ser um ser cristão para ser um ser Crístico. [1][2][3]


[1] Jardim dos Orixás – 1ª Edição 2004 – Ramatís – Médium Norberto Peixoto – Capítulo 4 – Pagamento pelo benefício dos espíritos e o fracasso dos médiuns – Páginas 92 á 109.

[2] Em Negrito = A.Cavalcanti

[3] Elaborado por: A. Cavalcanti

Leave a Reply