CEIA NATALINA

Enviado por A. Cavalcanti Nenhum Comentário 21/06/2009

CEIA NATALINA

Todos os anos, no mês de dezembro, os viventes da Terra quase que em sua totalidade ficam eufóricos pela aproximação da data em que se comemora o nascimento de Jesus.

Jesus, entidade confundida pelos religiosos das várias doutrinas que o chamam de Jesus Cristo, confundindo-se com o Cristo Planetário, Entidade Superior que governa o planeta Terra.

Essa incompreensão atinge ponto mais grave, na demonstração de carência de conhecimentos para com os fatos ligados a espiritualidade, quando fazem pregações que o considera como sendo Deus, o Pai Criador do Universo que esteve a viver entre os homens.

Jesus, o anjo é entidade distinta do Cristo, o arcanjo governante maior do planeta Terra, que vibra em sintonia direta com o Criador.

Á noite do natal de Jesus, não deve ser comemorada somente ano a ano, simbolicamente no dia 25 de dezembro, deve ser lembrada, todas as noites do ano, como uma data de grandiosa importância para o planeta Terra.

A comemoração deve ser realizada á base de orações, elevações pensamentos e estudo das leis do evangelho, estabelecidas para seguirmos e alcançarmos uma vida feliz.

Comemorar, assistindo ao necessitado sempre que possível e não somente na época natalina, onde procuramos dar de beber a quem tem sede, de comer a quem tem fome, alegria a que esta triste e esperança ao aflito. Ser bom, compreensível, tolerante e amável, e ainda usar da posse de tantos outros atributos de elevada categoria moral é dever e necessidade de todos nós, por todos os dias de nossas vidas, não somente em comemoração ao nascimento de Jesus.

Certa vez, numa sessão mediúnica, uma mensagem do plano espiritual chamou a atenção dos participantes, para o que    comumente ocorre na Terra durante as festividades natalinas mais precisamente à meia noite, durante a ceia de natal. Quando normalmente a família terrena se reúne, num elegante banquete, em comemoração ao nascimento de Jesus.

Sobre a mesa posta guarnecida de alva toalha, entre flores perfumadas, se enfileiravam as mais variadas bebidas. Sobressaindo nas louças um necrotério onde os cadáveres de variadas espécies animais, estavam enfileirados, para serem devorados pelos seres humanos presentes, pseudos inteligentes, cultos e de paladares refinados.

Sobre a mesa se encontravam: – Cabritos tostados, quais mercadorias salvadas de um incêndio; Galinhas e perus ao forno, retorcidos, demonstrando os finais estertores de uma degola cruel. Churrasco de filé-mignon ao espetinho trabalhado com esmero. E para completar o trágico banquete carnívoro, não faltava o rosbife em fatias, o inocente coelho assado nem a rã a doré.

Entende ainda os habitantes da Terra, que a celebração do nascimento de Jesus, deve ser à custa de muitas festanças, entre comidas, bebidas e danças.

É de estarrecer! Quanta carnificina! Quanto sangue derramado, quanta dor e sofrimentos causados aos pobres animais. Suas lamentações mentais angustiosos vibraram no espaço lançando ao além, tentativa como último recurso de ser socorridos, antes de terem seus corações transpassados pelo punhal do seu matador insensível.

Quanta barbaridade! É de cortar o coração de qualquer criatura mais sensível; contudo o macabro festim dos civilizados, antropófagos ocorre como se nada de grave estivesse ocorrendo. Suas precariedades espirituais, não os deixam sentir o mau que causam aos seus irmãos inferiores.

Os convidados ao redor da mesa endereçavam aos petiscos olhares gulosos e de cobiça. Enquanto engolem ávidos os inocentes cadáveres transformando seus estômagos em autênticos cemitérios ambulantes.

A insensatez humana produz nesse soberbo banquete, uma ornamentação à base de saudáveis cereais, legumes apreciados pela sua rica e saudável sustentação alimentar, frutas, capazes de fortalecer o mais corpulento ser humano dando-lhe disposição e bem estar para suas necessidades diárias, porém, o conteúdo horti-fruti, somente significa um adorno culinário.

Esse quadro, quando se olhando de súbito, corresponde a  exata representação repulsiva de um açougue, de inofensivos animais, instalados em ambientes de luxos, os lares dos seres humanos terreno, que mais uma vez cometeram o pecado por ter matado, pois ainda não chegaram a entender o conceito evangélico do “não matarás… a ninguém!”.

Dificilmente, durante anos comemorativos ao marco do nascimento do Sublime Jesus, alguém se lembra que uma simples prece teria uma adequada colocação entre as comemorações programadas com esmero e antecedência à nobre data, que deveria ser baseada na Lei do Amor ao Próximo.

O homem implora a misericórdia de Deus e não tem misericórdias pelos animais, para os quais é como um Deus. Tudo quanto vive na Terra está unido por laços de parentesco, e os animais que matais já vos deram o doce tributo do seu leite, o macio de sua lã e depositaram sua confiança nas mãos que os degolam.

Ninguém pode purificar o seu espírito enquanto colaborar para com o sangramento de seus irmãos inferiores, os animais, como nós, seguem o caminho infinito da evolução. Sobre a cabeça inocente de um animal, não será possíveis colocar nem o peso de um fio de cabelo das maldades e dos erros cometidos pelo seres humanos, e que indubitavelmente, terão que prestar contas após os seus desencarnes.

Quase no final do banquete, alguém levanta a voz, e a pretexto de prece de natal, todos começam, a invocar Jesus. Desejam que Ele, nesse seu glorioso dia, venha abençoar aquela ceia posta, um verdadeiro matadouro doméstico de irmãos menos evoluídos, nossos mais chegados.

“Como Ele, o sublime Jesus, estivesse de acordo com aquele encontro para festejos à custa do massacre dos animais indefesos.”

Infelizmente, esse quadro é comum. Na maioria dos lares terrenos, anos após anos, na data em que se pretende louvar a Jesus, simbolizando o reconhecimento de sua nobre missão no Plante Terra, que foi de deixar para os terráqueos o mais perfeito código moral capaz de levar o Ser humano a Deus.

Esse código imutável deixado pelo meigo rabi chama-se “Evangelho” sendo o mais perfeito código moral já elaborado, cujas máximas hão de perdurar por todos os tempos, jamais sendo ultrapassado, em seu teor moral sublimado.

Feliz seria a Terra se todos os seres estivessem unidos pelos laços da benevolência e só se alimentarem de alimentos puros, sem derrame de sangue. Os dourados grãos, os reluzentes frutos e as saborosas ervas que nascem para todos, bastariam para alimentar e dar fartura ao mundo.

Que todos os que ouvem esta mensagem, possam ser inspirados. Que seus corações se sensibilizem, os tornando colaboradores da realização de um natal menos sangrento.

É incoerente querer adorar a Jesus e paralelamente espetar o pobre animal cheio de meiguice e ternura para com os humanos. Que todos possam cultivar em seus corações a paz e a bondade, começando a exercitá-las pelas ações carinhosas para com os nossos irmãos inferiores que assim como nós, estão neste planeta, á procura de se elevar espiritualmente.

Nós humanos, somos centelhas espirituais que surgem em todas as latitudes do Cosmo, e, lentamente, através de incontáveis passagens e vivências, vai evoluindo gradativamente.

O esquema evolutivo determinado por Deus é um só, para todos os seus filhos:

Dormir no mineral; sonhar no vegetal; sentir através do animal; emocionar-se através do homem; saber através do anjo; poder e glória através do arcanjo. – [1]

Somos neste presente momento o produto elaborado durante os incontáveis ensaios vividos nos reinos mineral, vegetal e animal durante bilhões de anos desde que a centelha Divina foi lançada no universo para conquistar seu desenvolvimento e um dia retornar ao Pai, com toda sua Luz Divina exposta, Luz que neste momento se mantém oculta pelo manto de nossas imperfeições.

“Que todos nós possamos pensar e agir de modo que nossos pensamentos possam ser convertidos em leis universais”.

Agindo dessa maneira, podemos estar certos, que, estamos contribuindo para um mundo melhor, mais justo, mais fraterno e mais amoroso. Pensar dessa maneira, significa desejar que as atitudes sugeridas, lembrem alguma semelhança ao ensinamento maior deixado por Jesus, que é “Amar ao próximo como a si mesmo.“ ou “fazer a alguém somente o que sejamos que façam a nós.“ Agindo assim, “A morte será para o justo, um porto de salvação, e para o culpado, um naufrágio”. Deus nos deu a liberdade para agir de acordo com a nossa vontade, porém, devemos atentar para a necessidade de fazermos o que devemos e não o que queremos. –[2][3][4]


[1]Texto extraído da obra Evangelho á Luz do Cosmo – Ramatís

[2] Texto original de autor desconhecido.

[3] Texto modificado por: A. Cavalcanti

[4] Em negrito – A. Cavalcanti

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