A VIDA ALÉM DA SEPULTURA

Enviado por A. Cavalcanti Nenhum Comentário 14/06/2009

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“A morte do corpo é simples mudança de apartamento para o espírito”.

A vida além da sepulturaEm “A Vida Além da Sepultura”, obra inspirada por Ramatís, o fenômeno da morte, despido de toda a morbidez, é descrito com a naturalidade própria de uma “volta para casa”. Para tanto, Ramatís convida, para descrever sua própria “viagem de retorno”, o discípulo que adota o nome de Atanagildo — um filho da Grécia antiga, cuja última encarnação se deu no Brasil. Com a salutar irreverência do espírito grego, Atanagildo descreve sua própria travessia e chegada no Além, revestindo de particular humor os velhos mitos fúnebres da humanidade.
Oferece uma ampla descrição da cidade do Astral Superior, onde reside, conhecida como o “Grande Coração”, cujo cenário de beleza sideral justificaria o velho conceito de “céu” das crenças tradicionais.
Em contraponto, oferece um “tour” pelas colônias astrais de costumes antiquados, e pelas cidades do Astral Inferior, incluindo as zonas dos charcos, o ineditismo de um capítulo sobre Aves e Animais do Astral Inferior, e outro que trata das Organizações do Mal.
Um verdadeira anatomia do processo do desencarne, detalhando as providências técnicas de desligamento do espírito do corpo denso, que se transforma, pela verve e humor de Atanagildo, em fascinante relato desvendando a face luminosa da suposta Ceifadora de vidas:
“Quando logrei despertar no Além, tive a grata surpresa de ser apresentado a dois espíritos com uma irradiação de luz azulada a lhes fluir pelo tórax, formando um halo em torno das cabeças: eram os dois espíritos técnicos que me haviam ajudado a desligar-me do corpo físico. Quando tal acontecera, eu me achava diante da lendária “Morte”, tão temida… Aquelas fisionomias iluminadas, afáveis e sorridentes, junto do meu leito, eram um formal desmentido à lenda da megera esquelética com a sinistra foice! Eles leram, então, o meu pensamento, com certo ar travesso; depois, fitaram-me e, sem que eu também pudesse me conter, rimos francamente; um riso farto e sonoro, que inundou o ambiente de vibrações alegres e festivas! Ríamos diante da farsa da “morte”…
Na Segunda parte da obra, Ramatís trata diretamente de temas como a obsessão, a limitação de filhos, a relações cármicas entre pais e filhos, e os processos de parasitismo de desencarnados sobre os encarnados.
Em quase cinqüenta anos de reedições sucessivas, esta obra de fascinante conteúdo e repleta de informações continua uma das mais procuradas dentre as obras de Ramatís, como um oportuno “guia de viagem” para a inevitável e — porque não? — feliz travessia para a Outra Margem da vida.

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